Damon sentia-se encurralado. Os zumbis estavam tão perto, que caso tentasse atirar, acertaria no máximo uns 2, ele parecia uma presa prestes a ser devorada. Porém, numa fração de segundos um flash passou em sua mente e ele gritou para si mesmo:
“-A PORTA DOS FUNDOS!!!”
Os zumbis pareciam tão perto dele, que qualquer movimento errado custaria sua vida. Com muita agilidade, saltou sobre a mesa e derrubou a estante, detendo dois deles por alguns instantes. Sacou sua pistola e atirou nos três que restavam. Dando-lhe tempo suficiente para alcançar a porta dos fundos. Por sorte, Damon abrira uma porta para dar acesso a garagem pelos fundos, isso foi a sua salvação. Entrou rapidamente no seu EcoSport, ainda com as mãos trêmulas, agarrou o volante e antes que apertasse o botão para abrir a garagem, imaginou quantos deles estariam a sua espera. Ele não pensou duas vezes, atropelaria todos que estivessem na frente. Abriu a garagem e dois deles vinham se aproximando. Os olhos eram brancos como a névoa, a boca estava ensanguentada e faziam um barulho aterrorizante, pareciam criaturas que saíram diretamente do inferno. Por um instante Damon imaginou como algo tão apocalíptico estara acontecendo naquele momento, por mais que seus olhos pudessem ver o cenário infernal, sua mente não conseguia aceitar o fato. Sem hesitar, pisou fundo no acelerador e arremessou-os bem longe. Um filme passou em sua cabeça, um deles era o seu tão simpático vizinho, o qual chamava carinhosamente de Tio Ben, e tinha outro, o pequeno Tim, filho da Sra Martha. Pobre Sra Martha, fora devorada pelo próprio filho.
“-A PORTA DOS FUNDOS!!!”
Os zumbis pareciam tão perto dele, que qualquer movimento errado custaria sua vida. Com muita agilidade, saltou sobre a mesa e derrubou a estante, detendo dois deles por alguns instantes. Sacou sua pistola e atirou nos três que restavam. Dando-lhe tempo suficiente para alcançar a porta dos fundos. Por sorte, Damon abrira uma porta para dar acesso a garagem pelos fundos, isso foi a sua salvação. Entrou rapidamente no seu EcoSport, ainda com as mãos trêmulas, agarrou o volante e antes que apertasse o botão para abrir a garagem, imaginou quantos deles estariam a sua espera. Ele não pensou duas vezes, atropelaria todos que estivessem na frente. Abriu a garagem e dois deles vinham se aproximando. Os olhos eram brancos como a névoa, a boca estava ensanguentada e faziam um barulho aterrorizante, pareciam criaturas que saíram diretamente do inferno. Por um instante Damon imaginou como algo tão apocalíptico estara acontecendo naquele momento, por mais que seus olhos pudessem ver o cenário infernal, sua mente não conseguia aceitar o fato. Sem hesitar, pisou fundo no acelerador e arremessou-os bem longe. Um filme passou em sua cabeça, um deles era o seu tão simpático vizinho, o qual chamava carinhosamente de Tio Ben, e tinha outro, o pequeno Tim, filho da Sra Martha. Pobre Sra Martha, fora devorada pelo próprio filho.
Ele não acreditava no que presenciava, sentia nauseas, medo, agonia, desespero... Tudo aquilo era devastador em sua mente, ver aquele cenário tenebroso, sangue por toda parte, destruição, gritos e caos... E o pior de tudo: PESSOAS DEVORANDO PESSOAS. Os cadaveres estavam por toda parte e não era apenas isso, eles andavam, eram mortos vivos! Era possível observar o grito das pessoas ao serem impiedosamente devoradas pelas hordas famintas e vorazes. Os membros espalhavam-se pelas ruas, as entranhas eram rasgadas, o cheiro de sangue exalava no ar e perfumava a extrema carnificina, o banquete dos mortos vivos.
As pessoas que conseguiam evitar que seus corpos fossem despedaçados pela força sobrehumana das criaturas, acabavam transformando-se num deles, o numero de infectados não parava de crescer, os poucos vivos que restavam faziam o possível para se manter vivos. Embora o problema não fosse apenas os zumbis, em meio ao carmesim do cenário, muitos surtavam, cometiam suicídío, agiam descontroladamente ou corriam desesperadamente contra as hordas. Era apenas questão de tempo para a cidade está completamente contamidada e devastada.
Centro de The Princess. 08:45 am.
-Jack! Vamos chamar reforços! O que está acontecendo com essas pessoas??? São canibais cara! São canibais! Dei oito tiros no torax do desgraçado e ele continuou vindo pra cima!!!
-Mire na cabeça Petter! É a única maneira de para-los!
-Viatura P19 chamando por reforços. Estado de calamidade no centro da cidade. As pessoas enlouqueceram e não há como conte-las! -Desesperado, Petter clama por reforços, e não percebe que um zumbi se aproxima rapidamente da viatura. –Droga! Esse desgraçado me mordeu! Vá pro inferno! Bang!
-Está tudo bem aí Petter?
-Está sim, a mordida doi muito, mas ainda estou combatente. Uuuuuuuuuarrrrrrrrrrrrrrrrrrghhhhhhhh!
-O que houve Petter? Petter...? Afaste-se! Bang! Afasta-se! Bang! Arrrggghhh! –Devido a mordida, Petter se tornara um deles em poucos segundos, e imediatamente atacou o parceiro, fazendo-o em pedaços. Isso estava acontecendo em toda cidade, pouco a pouco a força policial da cidade ia sendo massacrada. Muitos grupos combatentes cairam e já a segurança publica da cidade entrara em colapso.
Delegacia de The Princess. 08:50 am.
-Dr Louis, a cidade está um caos! Segundo informações as pessoas ficaram loucas e estam devorando umas as outras. Estão chamando-as de mortos vivos, eu não acho isso possível!
-Isso é a ira de Deus, meu caro Shawn... Liguei para minha casa, ninguém atende, creio que todos já estejam mortos... –O delegado fala para o policial, já fora de si.
-Estão precisando de reforços, a delegacia está um caos, prendemos os supostos loucos, mas eles não se controlam, quem foi mordido também contraiu a mesma doença. Temos civis e policiais com a doença. Isso não é possível!
-DELEGADO! DELEGADO!!! Eles estão vindo! Eles estão vindo pra cá! Uma multidão de canibais. O que faremos??? O que faremos???!!! –O policial fala aflito e ofegante, com olhos de desespero.
-Desculpem-me senhores, vocês estão dispensados, voltem para suas casas e saiam da cidade o mais rápido possível, pelo visto é a única saída... Foi... Muito... Bom... Trabalhar com vocês! Bang! –O delegado fala entre um suspiro e outro e em seguida atira contra sua cabeça, espalhando seus miolos na sala.
Os policiais que assistiram a cena, ficam paralisados. Sentiam-se imprestáveis. Parecia inevitável, mais cedo ou mais tarde todos estariam mortos, e já não valia mais a pena exercer papel como defensores da lei. A cidade estava perdida, a calamidade tomou conta do lugar da noite para o dia. Shawn decidira que não morreria ali e nem se tornaria alimento ou parte das hordas. Ele parecia determinado a procurar por possíveis sobreviventes e sair da cidade o mais rápido possível.
“-Tum... Tum... Tum...Droga Damon! Pq você não atende??? Espero que esteja tudo bem com você...” –Fala Shawn para si, frustrado por não conseguir falar com o parceiro.
Central Mundial da Biotec. Londres, Inglaterra: Reunião Geral. 13:30 pm (Fuso +5h)
-Senhores, temos um código S03 na unidade de The Princess. O nível de infecção é alarmante. -Comenta o Sr. Roberts, vice-diretor mundial da Biotec, aparentando estar muito preocupado.
-Tsc... Qual o nível da insurreição? -Pergunta o Sr. Misato, diretor mundial da Biotec sem se importar muito.
-Você não deveria se portar assim numa hora como essas! Esse incidente não foi como planejado, aconteceu na hora inesperada e a insurreição já alcançou o Nível III. Foi uma sabotagem e além disso, a unidade encontra-se destruída... 80% da população da cidade já foi infectada... E... Em menos de 10 horas!!!
Os participantes da reunião se entreolham com uma expressão de preocupação total. Percebiam que o incidente poderia ter consequência drástica, não só nas ações da empresa, mas também no mundo.
-Devemos colocar a cidade em quarentena, alertando risco máximo! É a melhor forma para tentar a contenção da infecção! A cidade mais proxíma fica umas 2 horas de distância... Se as providências não forem tomadas a infecção pode chegar até lá. Podem dar a ordem para as tropas de contenção! Propõe o Diretor, como sendo a solução mais cabível.
Damon sentia-se num pesadelo, o pior de toda sua vida, contudo ele não acordaria, estava num pesadelo real. As vozes de agonia vibravam seus tímpanos, era possível ouvir o grito dos desesperados, ao terem sua carne devorada, pedaço por pedaço. Ouvia-se também os funestos sons emitidos pelos famintos mortos-vivos, tudo isso era uma verdadeira sinfonia da discórdia, era o teatro da calamidade... Estava sendo muito perturbador, ter que crer no que estava acontecendo. Uma cidadezinha tão pacata, com criminalidade quase zero, passando por isso. Tão repentinamente, tudo desmoronou de forma inexplicável e a tranquilidade cedeu lugar ao terror. Era inferno na terra... Um pandemônio em The Princess.