O olhar de Damon envolvia-se ao de Samantha, tornando aquela atmosfera ainda mais sombria. Era possível ver seus olhos refletindo o terror daquele momento, ele penetrava tão fundo no verde dos olhos dela sentindo a essência do medo sendo exalada por essa janela da alma. Ele muito queria poder ajuda-la, não se perdoaria caso ela morresse por ali e de forma tão cruel, uma mulher guerreira e de beleza tão angelical não poderia terminar como alimento para os malditos mortos vivos. Em um instante ele a vê olhando-o como uma criança, que busca a proteção dos pais. Ela abraça-o, abraça-o firmemente e ele retribui o afeto, queria passar proteção, tentava ao máximo passar alguma segurança, embora naquele momento, o medo não permitisse nenhuma demonstração de segurança. Mesmo assim, ela parecia estar confortável nos braços dele.
Com arma em punho, Damon acompanhava o espaço à sua volta e captava os famintos zumbis lavantando-se e vindo em sua direção. Um deles não tinha uma parte do crânio, deixando seu cérebro exposto, suas roupas estavam rasgadas e seus intestinos caiam a cada passo dado. O mesmo voltava olhos brancos e grotescos para Samantha, assim como um predador observa sua presa. Havia outro que nem conseguia levantar-se, suas pernas estavam mutiladas, provavelmente foram devoradas enquanto tivera vida, ele vinha rastajando-se com muito esforço e desespero em busca do seu alimento. O mais proximo deles era uma mulher gorda e extremamente desfigurada, uma gosma escorria pelo seu rosto sem olhos, não tinha lábios, seus dentes estavam à mostra. A cada segundo surgiam mais deles, por todos os lados. Não era possível atirar em todos, era uma batalha invencível. Damon sentia as lágrimas de Samanta molharem seu ombro e ela sentia o remorso dele por não poder fazer nada naquele instante. Olharam em volta, já estavam quase cercados, era o momento mais terrível de suas vidas, abraçaram-se ainda mais forte. Seus olhares envolviam-se de forma tão intensa que traduziam o que tinham a dizer, era adeus, nada além disso.
Os urros tenebrosos estavam cada vez mais perto, Damon não queria desistir sem lutar, se fossem morrer, ele morreria tentando salvar ao menos a vida dela. Um deles os surpreendeu, levantou-se repentinamente por trás deles, segurou firme o ombro de Samantha e quando preparava-se para morde-la, antes que Damon esboçasse alguma reação, rajadas de tiros cruzaram o ar, entrando na rota dos zumbis. Um deles acertou em cheio o infeliz que tentava alimentar-se de Samantha, deixando-os aliviados, muito aliviados. Era inacradetável, num momento em que tudo parecia perdido, surgiu uma salvação. O som dos tiros vibraram os tímpanos deles e essa vibração trouxe consigo a esperança de se livrarem da morte. O atirador gritou freneticamente:
- Cuidado! Vou abrir caminho pra vocês! Corram!!!
Instantaneamente eles correram pelo caminho onde os malditos estavam caindo, após serem exterminados pelos precisos tiros. Ainda haviam muitos e tinham que ir desviando de alguns que não haviam sido acertados. Era algo muito arriscado, uma corrida de obstáculos, onde o objetivo não era chegar primeiro e sim não ser modido. Num dado momento, Damon quase fora mordido. Um zumbi chegou bem perto de morder seu ombro, conseguindo arrancar o seu colete, se não fosse por isso, certamente ele seria mordido. Por um fio conseguiram se distanciar sem virar alimento. Após tomarem boa distância, o desconhecido alertou-os.
- Protejam-se! Vou explodir todos eles. -O homem foi falando e tirando o pino da granada.
- Cuidado! Vou abrir caminho pra vocês! Corram!!!
Instantaneamente eles correram pelo caminho onde os malditos estavam caindo, após serem exterminados pelos precisos tiros. Ainda haviam muitos e tinham que ir desviando de alguns que não haviam sido acertados. Era algo muito arriscado, uma corrida de obstáculos, onde o objetivo não era chegar primeiro e sim não ser modido. Num dado momento, Damon quase fora mordido. Um zumbi chegou bem perto de morder seu ombro, conseguindo arrancar o seu colete, se não fosse por isso, certamente ele seria mordido. Por um fio conseguiram se distanciar sem virar alimento. Após tomarem boa distância, o desconhecido alertou-os.
- Protejam-se! Vou explodir todos eles. -O homem foi falando e tirando o pino da granada.
Ele segurava três delas e em segundos arremessou-as contra os inimigos. Em seguida, pedaços de zumbis passaram a voar, lembrando uma chuva, uma chuva de sangue e restos mortais. As chamas consumiam os restos que sobravam, a poiera e os destroços tomaram conta do lugar, tornando o cenário ainda mais devastado, era uma verdadeira zona de guerra. O homem usava um uniforme militar e uma máscara de gás, a qual distorcia sua voz e escondia sua face. Damon e Samantha voltaram-se para o desconhecido e falaram conjuntamente:
- Obrigado! Muito Obrigado!
- É pessoal, ainda bem que cheguei a tempo de salva-los, caso contrário vocês seriam o lanchinho deles. Risos.
- Eu nem sei como te agradecer. Me chamo Damon, Damon Scott e essa é a Samantha, Samantha Kennedy. Quem é você?
- No momento não me identificarei. Vocês ainda não devem saber de tudo, há muita coisa em jogo por aqui. Em breve vou esclarecer-lhes tudo.
- Hum... Fico feliz em encontrar alguém capaz de explicar que diabos está acontecendo com essa cidade.
- Infelizmente eu não tenho todas as respostas, meu caro. Ainda estou buscando-as. Mas farei o possível para conseguir o máximo de esclarecimentos.
- Obrigado! Muito Obrigado!
- É pessoal, ainda bem que cheguei a tempo de salva-los, caso contrário vocês seriam o lanchinho deles. Risos.
- Eu nem sei como te agradecer. Me chamo Damon, Damon Scott e essa é a Samantha, Samantha Kennedy. Quem é você?
- No momento não me identificarei. Vocês ainda não devem saber de tudo, há muita coisa em jogo por aqui. Em breve vou esclarecer-lhes tudo.
- Hum... Fico feliz em encontrar alguém capaz de explicar que diabos está acontecendo com essa cidade.
- Infelizmente eu não tenho todas as respostas, meu caro. Ainda estou buscando-as. Mas farei o possível para conseguir o máximo de esclarecimentos.
- Cara, você encontrou outros sobreviventes? –Pergunta Samantha um pouco aflita.
- Sim. Estou com mais duas pessoas, encontramos um lugar seguro aqui perto. Vou leva-los até lá.
- Sim. Estou com mais duas pessoas, encontramos um lugar seguro aqui perto. Vou leva-los até lá.
-Espero que algum deles seja um dos meus amigos.
-Vamos indo! Meu carro está ali perto, logo chegaremos até lá.
Clyntons Street´s B1, 10:20 am.
-Ei! Senhor! Senhor! Está bem??? Pode me ouvir?
-Huumm... Ahhhgghh... –Gemendo um pouco e abrindo os olhos lentamente, Shawn volta-se para o jovem que tenta ajuda-lo.
-Que bom que está bem! Só deve está machucado pelo capotamento, vou tirar-lo daí antes que eles venham.
Cuidadosamente o jovem abriu a porta do carro e soltou o cinto do Shawn, que ainda estava bastante atordoado. Enquanto ele entrava, três zumbis foram atraídos pelo barulho e aproximaram-se do veículo. Quando o jovem estava se preparando para sair, um deles agarrou sua perna, tentando mordê-lo. Ele a balançava freneticamente e desesperadamente fazendo o possível para não ser mordido. As coisas pioraram ainda mais quando outro zumbi tentava entrar pelo lado onde Shawn se encontrava. Batendo no vidro furiosamente, logo ele conseguiria quebra-lo e alcançar Shawn. Quando tudo parecia estar se aproximando do fim, milagrosamente Shawn desperta e num movimento estilo faroeste, saca duas armas e, abrindo os braços em forma de cruz, dispara contra os zumbis que tentavam ataca-los, acertando em cheio seus crânios.
-O Senhor despertou na hora certa! Mrs. Anders! –Fala o garoto, ainda deitado dentro do carro.
-Você se arriscou pra me salvar e quase perdeu sua vida. Vocês adolescentes são sempre impulsivos e imprudentes. Mas muito obrigado! –Comenta Shawn sorrindo ironicamente.
-Vou tira-lo daí Sr. Anders.
-Você me conhece? Não estou me recordando da sua aparência.
-Eu sou Matthews Brown. É que já faz um tempinho que não venho à The Princess!
-Eu não acredito!!! Vc é o pequeno Matt! Minha nossa como você cresceu! E o seu pai?? Onde ele está???
-Infelizmente quando eu acabei de chegar aqui, esse desastre já havia acontecido e não consegui encontra-lo, estive lá em casa e tudo estava revirado, havia sangue por toda parte, creio que ele e minha mãe não estejam mais conosco. –O garoto fala com os olhos cheios d'água.
-Eu sinto muito Matthews... -Lamenta Shawn e em seguida fala com muita determinação. -Prometo que sairemos ilesos daqui!
The Princess Main Entrance, 11:35 am.
- Dra. Christine. Todas os acessos para a cidade foram bloqueados, ninguém entra e ninguém sai.
- Muito bem Major Campbell! E como estão os relatórios de contaminação?
-Por enquanto, o perímento está seguro, sem risco de contaminação nas cidades vizinhas.
- E os Drs. Ferdinand e Forest? Deram algum sinal de vida?
-Ainda não se comunicaram, mas o GPS indica que estão a salvo.
Em seguida, a assistente da Dra. Christine interrompe a conversa falando desesperadamente:
-Problemas gravíssimos!!! Problemas gravíssimos Dra.!!!
-O que houve Janneth? Porque esse desespero???
- β-Solanum!!!
-O que??????!!!! –Exclama muito surpresa a Dra. Christine
-Isso mesmo Dra. Acabei de identificar β-Solanum no ar... O maldito vírus deve está mutando de alguma forma, provavelmente se fortalecendo quando passado de um organismo para o outro... –Especula Janneth.
-Talvez não seja isso, cara Janneth... Maldito Forest! Aquele desgraçado deveria estar trabalhando com essa variedade secretamente, já fazia um tempo que eu andava desconfiando das pesquisas secretas que ele desenvolvia, sem nos deixar ter acesso às suas anotações...
-E agora o que faremos? O nível é de 9.789%. Já está bastante alarmante.
-Foi encontrado algum espécime infectado com o β-Solanum?
-Ainda não Dra., mas não podemos descartar essa hipótese...
-Entre em contato com a Central da Biotec, teremos que fazer a... –Christine respira fundo e completa.
-De-sin-fec-cão...
-Desinfecção!? É o que eu realmente estou pensando? A atitude vai ser tão extrema assim???
-Não temos escolha, caso não seja feito, as cidades vizinhas serão comprometidas, talvez o país e até o mundo!
Princess Gallery. 12:31 pm.
-Provavelmente vão fazer com a cidade o mesmo que fizeram com as cidades japonesas e Chernobil... Comenta o Dr. Kennedy.
-Eles não tem o direito de fazer isso! E as vidas que se perderão??? Essa atitude é extrema e inconsequente! –Molson fala furiosamente.
-Pelo que vimos quando fugimos da rádio, acho difícil imaginarem que ainda hajam sobreviventes na cidade. O que temos que fazer agora é tentar sair dessa galeria, pegar um carro e dar o fora. Creio destruirão a cidade em no máximo 12 horas...
-Kennedy! Olhe lá fora! Estão tentando entrar! Malditos! Parecem sentir o cheiro da “comida”...
-Vamos ter que sair pela cobertura... E por falar nisso, o Padre ainda está lá?
-É mesmo! O Padre Antonny!!! Ele subiu já fez um tempo e ainda não desceu... Vou explicar a situação pra ele.
Molson sobe as escadas e ao ver um rastro de sangue, passa a chamar pelo padre.
- Padre Antonny! Padre Antonny! O Sr. está aí???
Após chegar na cobertura ele vê uma cena dantesca. Restos mortais do padre espalhados por todos os lugares e dois cachorros enormes devorando-os. Ele foi recuando lentamente para trás, evitando ser percebido. Mas a sorte não estava do seu lado, ele acabou pisando uma barra de ferro que estava no caminho, que além de derruba-lo fez um grande barulho, entregando a sua presença para os animais vorazes. Os cachorros zumbi voltaram-se instantaneamente para sua direção e partiram freneticamente ao seu encontro. Um deles arrancou um de seus braços com uma violenta mordida, e seu sangue passou a esguichar, tornando o tom vermelho do cenário ainda mais intenso. O outro mordeu sua barriga, arrancando sua pele e logo em seguida, espalhando-lhe os intestinos.
Seus gritos de dor e agonia ecoaram de forma ensurdecedora e Kennedy sentiu um frio congelando sua espinha. Ele achara que estavam seguros naquele local, não conseguia imaginar o que estava atacando Molson, e que provavelmente matou o padre. Subiu as escadas cautelosamente com uma shotgun em punho e viu o corpo de Molson sendo retalhado, além de observar as partes arrancadas do corpo do padre. Furiosamente, apontou a arma contra os animais, que mais pareciam o próprio Cerberus, pelo olhar demoníaco que apresentavam. A sorte realmente parecia está longe dali, a maldita arma emperrou na hora do tiro e o coice derrubou Kennedy. Em segundos os cães infernais já estavam prestes a devora-lo.